Senador e assessores de Bolsonaro são interceptados em investigação sobre prostituição

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp

O Senador Ivo Cassol (PP-RO) e assessores dos deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) tiveram conversas interceptadas no âmbito de um inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo informações do site Metrópole do DF, a Polícia apura a atuação de uma rede de prostituição que age na capital da República e no Rio Grande do Sul. Os parlamentares e seus funcionários não eram objeto da investigação, mas acabaram caindo nas escutas com autorização judicial porque mantiveram diálogos com um cafetão alvo da investida policial.

João Wilson Costa Sampaio é apontado no inquérito como um agenciador de garotas de programa que negocia encontros sexuais em Porto Alegre e em Brasília. Nos últimos meses, ele foi monitorado pela Polícia Civil do DF e os agentes descobriram que o homem oferecia como prostituta até mesmo a própria companheira, com quem tem dois filhos. Segundo as apurações policiais, ele recrutava outras mulheres e as usava para se aproximar de políticos do Congresso Nacional.

Em pelo menos uma ligação, ficou a forte impressão de que ele utiliza as garotas de programa como ‘cartão de apresentação’ para tratar de assuntos diversos com políticos.”

Trecho do inquérito da 3ª DP

Um dos temas de interesse do cafetão, de acordo com o inquérito conduzido pela 3ª DP (Cruzeiro), era a regulamentação da fosfoetanolamina, popularmente conhecida como pílula do câncer.

Em conversa grampeada, senador põe gabinete à disposição de prostituta

No âmbito dessa apuração, os policiais acabaram interceptando uma conversa entre Ivo Cassol e uma das prostitutas agenciadas por Sampaio, identificada como Gabriela. Na ocasião, em 10 de maio de 2016, uma terça-feira, o cafetão estava no gabinete do senador. Às 17h34, Sampaio e a mulher se falam pelo telefone. Em determinado momento, ele passa o celular para Cassol.

Pedido do senador à prostituta

Segundo o inquérito, o senador pergunta se Gabriela virá a Brasília. A mulher confirma. Cassol, então, diz que vai esperá-la e pede que a moça o visite. O parlamentar ainda pergunta “se ela virá sozinha ou com mais gente”. A moça responde que estará só. O documento policial registra que Cassol “quer conversar pessoalmente e insiste em vê-la”.

Durante o diálogo, Gabriela ainda conta que está vindo a Brasília com o objetivo de cursar uma faculdade, e o senador coloca o gabinete à disposição, para ajudá-la no que for preciso até que ela se estabeleça na cidade. Segundo o inquérito, Cassol “demonstra-se muito interessado no retorno dela ao Distrito Federal e deixa bem claro que já a conhece de outras ocasiões”.

 

 

 

Comentários