Alunos da Unidavi reclamam de obras noturnas

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Barulho tem atrapalhado estudantes que estão em salas próximas a construção do Bloco da Saúde

Acadêmicos do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) tiveram dificuldades para se concentrar nos estudos, na última segunda-feira (7), isso porque as obras de construção do Bloco da Saúde se estenderam a noite e o barulho invadiu salas de aula e prejudicou principalmente universitários das turmas que estudam no fim do corredor do bloco G, que é o mais próximo da edificação em construção.

Em algumas salas as janelas tiveram que ficar fechadas para amenizar o ruído que vinha de fora, cujo som era mais alto que o do gerador de energia da instituição de ensino superior, como lembrou uma acadêmica do curso de Direito. “Realmente incomodou, antes o gerador agora a obra”, resumiu.

A estudante não foi a única, entre os acadêmicos presentes na noite de segunda-feira o desconforto ficou evidente e os comentários tanto em sala de aula quando nos corredores evidenciou o incômodo. “Atrapalhou bastante” disse uma acadêmica, outro estudante concordou com a colega. “Eu me sinto incomodado também, em momentos fica difícil de ouvir [os professores]”.

Uma estudante que teve aula em uma sala muito próximo as obras também relatou a dificuldade de aprendizado por conta do barulho provocado pelas obras noturnas. “Estava terrível, não dá para se concentrar”. Os nomes dos estudantes foram preservados, conforme preferiram.

O barulho era de um motor de um equipamento utilizado para fazer serviços de concretagem E nivelamento dos pisos dos pavimentos. Ao olhar pela janela era possível ver homens trabalhando no local. Na saída após o término das aulas ás 22h era possível perceber que os operários da obra continuavam com a atividade no local.
A parte inicial da obra foi realizada pela empresa Pré-Fabricar que já concluiu os trabalhos de montagem da estrutura pré-moldada no local, de acordo com o departamento de marketing da Pré-Fabricar, neste momento a empresa apenas fornece o concreto para a realização da concretagem do piso, serviço que é realizado por outra empresa.

A reportagem entrou em contato com o Departamento de Comunicação da Unidavi, que informou inicialmente que a instituição não se pronunciaria sobre o caso. Em contato com a reitoria, o pró-reitor de ensino, pesquisa e extensão, Charles Roberto Hasse que aceitou falar sobre o caso. “A gente sabe que até o momento as obras têm gerado algum nível de ruído e incômodo (..) a gente está na reta final da obra, ela ficou comprometida por conta das enchentes em relação ao cronograma, amanhã a gente deve finalizar esse processo”, afirmou.

O pró-reitor informou que o incômodo não será duradouro. “Se a gente tiver nível de ruído será só mais uma noite aí zerou essa situação, estamos ampliando equipe, colocando mais equipamento durante o dia para não precisar avançar no turno noturno, mas tem algumas variáveis que fogem ao controle, que é a temperatura ambiente e do processo de cura do próprio material”, concluiu.

Reportagem de Albanir Júnior

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