Governo renova contratos de publicidade e dívida da saúde cresce

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Dresch questiona renovações de contratos de publicidade, enquanto saúde está caótica

“Os contratos de que somam mais R$ 100 milhões neste ano com publicidade estão em dia, já os repasses de recurso para  saúde estão suspensos”

O deputado Dirceu Dresch, líder da Bancada do PT na Alesc, pediu esclarecimentos, durante a sessão plenária desta quinta-feira (31), sobre as sucessivas renovações dos contratos de publicidade do governo do Estado. “É o sexto ano em que o contrato é renovado com a mesma agência que fez a campanha do governador Raimundo Colombo. Por meio de aditivos, é a que está levando os recursos e não ocorre mais licitação, o que poderia baratear o custo”, denunciou. Em contrapartida, segundo o deputado, a saúde pública de Santa Catarina, que deveria ser prioridade, está caótica. “Os contratos de que somam mais R$ 100 milhões para este ano com publicidade estão em dia, já os repasses de recurso para  saúde estão suspensos. A dívida de mais de R$ 700 milhões, que esconderam por tanto tempo, é devido à incompetência, má gestão ou improbidade administrativa? , questionou.

Além da artimanha, que mantém por anos o contrato com a mesma empresa de publicidade, Dresch cita a manobra fiscal que teve origem no desvio de mais de R$ 1 bilhão em impostos pagos pela Celesc relativos a ICMS, que ao invés de entrarem na conta do governo, foram creditados como doação na conta do Fundo Social. Este crime fiscal, afirmou o deputado, retirou recursos da saúde mais de R$ 120 milhões da saúde. “Entendo, inclusive, que aqui caberia a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). E onde está o governador que não se pronuncia publicamente?”, provocou.

Dresch disse que a situação da saúde reflete os impactos negativos da ruptura democrática que ocorreu por ocasião do impeachment, especialmente na população mais pobre, mas também para o conjunto da sociedade e para o Brasil. “Este pacote está sendo desembrulhado todos os dias.” Segundo ele, com a redução na arrecadação neste momento “pós-golpe” o problema vai se agravar e ainda mais quando as emendas constitucionais que limitam os gastos em saúde e educação estiverem totalmente implantadas. “Vai impactar muito mais o povo que precisa do SUS, dos hospitais públicos e os que estão nas filas de cirurgia”, lamentou.

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