Vereador cobra explicações sobre “sacolão” distribuído por mercado

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O fornecimento de alimentos para famílias carentes, através da Secretaria e Assistência Social do Município de Taió, está sendo alvo de críticas. O vereador Joel Sandro Macoppi (PP), usou a tribuna livre da Câmara de Vereadores para denunciar que o fornecimento de sextas básicas, distribuídos pela prefeitura, não estão dentro das normas sanitárias.  Ele confirmou que alguns produtos do “sacolão”, estão sendo distribuídos fora das embalagens originais. Macoppi disse que foi procurado por moradores da localidade de Passo Manso, que mostraram o fardo de produtos alimentícios, que estão sendo distribuídos no estabelecimento comercial, que venceu a licitação para fornecer os produtos para a Secretaria de Assistência Social do município.   

O que chamou a atenção do vereador, foi o fato do açúcar estar em embalagens de sacolinhas plásticas. “Não há rótulo de identificação, nem data de validade, além disso, o produto está com uma coloração mais escura e empedrado”. Macoppi salientou que foram vários casos de moradores insatisfeitos com os produtos, que são perecíveis. “O município precisa se adequar a lei de segurança alimentar, não é admissível pagar por um produto e a empresa, oferecer outro. Além disso, como pode o comerciante fracionar os produtos? E porque não está sendo distribuído na embalagem original?” Indagou o vereador.

Macoppi já havia solicitado à administração, a lista das famílias beneficiados e os itens alimentícios distribuídos nas sextas básicas. “Vejo que há reclamação, inclusive ouvi relato que ao reclamar da embalagem do açúcar, com o comerciante do mercado, foi dito que: se quer o sacolão, é esse que está aí”.  No Requerimento, aprovado por todos os parlamentares, também solicita informações sobre o prazo de validade dos alimentos e se o processo de produção permite datas variadas, condicionadas ao armazenamento e manuseio adequados.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Indianara Semann, que responde pela Secretaria Municipal de Assistência Social, esclareceu que os produtos são entregues no mercado e retirados pelos próprios beneficiários. “O mercado tem obrigação de fornecer o produto de qualidade, que consta na licitação. Não estamos aqui para fornecer produto de má qualidade”.

Segundo Indianara, quando a pessoa é beneficiada, depois de uma avaliação da assistente social, ela leva uma ordem para retirar no mercado, já consta a lista com os itens que ele precisa conferir na hora da retirada. “Inclusive para ela conferir os produtos, se estão com a validade certa e de acordo com a ordem de compra. Até porque, se a gente vai comprar algo, a gente vai olhar a qualidade”.

Indianara disse também, que não recebeu nenhuma reclamação sobre essa situação, ela contou que a assistência já vez vistorias no estabelecimento e que por isso, repassam uma lista para o beneficiário conferir. “A pessoa não é obrigada a aceitar aquilo que não está na lista ou que seja diferente”.

Indagada porque os produtos não são entregues por servidor do município, ela disse que são poucos beneficiados e que esse sistema facilita a distribuição. “Não temos local adequado para armazenar alimentos aqui na secretaria, então, cada beneficiário, com autorização da Assistência Social, retira a sexta básica no estabelecimento”.

A diretora viu as imagens das sextas básicas distribuída, enviadas por nossa reportagem, e disse que achou muito estranho. “Achei muito grave, quando recebi a imagem, notei que está fora dos padrões de vigilância sanitária. É um completo absurdo. A embalagem deve ser original”, relatou.  

Assim que tomou conhecimento, a diretora se reuniu com a equipe para se inteirar da situação. “Vamos tomar providências internas, queremos um pedido de explicação da empresa fornecedora dos produtos e também, vamos responder todos os questionamentos do vereador”. Ela também pediu que se há mais beneficiários que se sentiram lesados, ou que receberam mercadoria de baixa qualidade, devem procurar a Secretaria.

TEXTO: Alexandre Salvador

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