Agregados sanguíneos são utilizadas em tratamento odontológico

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp

Técnica que já é realidade no Alto Vale acelera a cicatrização e a regeneração óssea e gengival em implantes dentários. Apesar dos grandes saltos tecnológicos em produtos e processos, ainda há uma lacuna na odontologia quando o assunto são formas de tratamento mais biológicas. Utilizar métodos menos invasivos e naturais é um caminho a ser percorrido, mas que já dá grandes sinais de avanços.

O uso do Fibrina Rica em Plaquetas e Leucócitos (L-PRF), por exemplo, é uma das técnicas mais modernas disponíveis para realização de reconstruções óssea e gengivais. A técnica, amplamente pesquisada e estudada pelo francês Joseph Choukroun, utiliza um agregado de plaquetas e leucócitos em uma malha de fibrina, sintetizada a partir do próprio sangue do paciente para otimizar os enxertos ósseos.

De acordo como o cirurgião-dentista, Dr. Fernando Adriano da Silva, existem três formas de enxertos. Autógenos, que é colhido do próprio paciente. Os Homógenos, que são doados por outra pessoa (banco de ossos), o Alógenos, vindos de outra espécie, como osso bovino e os Sintéticos, produzidos em laboratório.

A melhor fonte para procedimentos de enxerto ósseo são os enxertos autógenos, pois possui todos os pré requisitos para a formação óssea, a indução, condução e formação. A maior desvantagem dessa forma de tratamento é a invasividade do procedimento, onde dependendo da quantidade necessária, é preciso recorrer a cirurgia ortopédicas para colher o enxerto da crista ilíaca (quadril), costela ou calota craniana.

As demais fontes geralmente são apenas condutores, tendo assim o seu uso e resultados bem limitados. O uso do L-PRF associado a esses biomateriais, agregam a capacidade indução e em alguns casos, dependendo da técnica, até mesmo a capacidade de formação óssea. O uso do L-PRF associado aos biomateriais, são sim uma excelente opção de enxertia óssea previsível, com menor sofrimento para o paciente e com baixo custo.

“A tecnologia dos implantes evoluiu muito nos últimos anos, seguindo essa evolução, as terapias regenerativas também tiveram que acompanhar esse avanço. O aparecimento e uso do L-PRF otimizaram o processo de reconstruções ósseas e aceleraram o processo de cicatrização dos pacientes. Em resumo, o L-PRF é um concentrado de tudo que é bom para o reparo/cicatrização, melhorando muito a recuperação dos pacientes”.

Entenda o procedimento

O sangue é retirado do paciente, passa por uma centrífuga e se divide em dois. De um lado, um concentrado vermelho e de outro uma substância amarela, formada por Fibrina, Plaquetas e Leucócitos. “Qual é o grande benefício que se tem com o L-PRF? É que nesse material temos um concentrado de células tronco, de defesa, fatores de crescimento e de cicatrização. Ou seja, os fatores de reparo de forma concentrada”, esclarece.

Assim, o procedimento induz à uma formação óssea mais rápida e provocada por fatores do próprio organismo, não externos. Com isso, se tem um reparo mais rápido com menor possibilidade de inflamações e infecções. “O tempo de formação óssea com o L-PRF cai pela metade em relação a outras técnicas. Mas a vantagem principal está no método natural, extraído do paciente para o paciente”.

Técnica já é realidade no Alto Vale

O que parecia algo complexo e de difícil acesso já é realidade para a população do Alto Vale. Os procedimentos utilizando o L-PRF é realizado pelo cirurgião-dentista, Dr. Fernando Adriano da Silva. A técnica feita em Rio do Sul e Pouso Redondo foi muito estudada pelo profissional, que além de investir em equipamentos altamente modernos e tecnológicos para a centrifugação do sangue, também buscou conhecimento teórico e prático em cursos de especialização em L-PRF.

A novidade é mais que a oferta de um novo procedimento em regeneração, é o início de um caminho voltado a métodos cada vez mais naturais, humanizados e menos invasivos, respeitando o corpo do paciente e incentivando o organismo a promover o próprio reparo.

TEXTO: Alinhar Comunicação 

 

Comentários