Seminário regional discutiu o futuro do autismo em Taió

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O município de Taió sediou nesta sexta-feira, 24/11, o segundo seminário regional sobre o autismo, que reuniu mais de 400 pessoas no clube de Caça e Tiro 15 de Novembro. Segundo a fonoaudióloga Cinthia Cristina Eble Keske, coordenadora do seminário, o evento superou as expectativas, tanto pelo número de inscritos como pela programação. Durante todo o dia, pais, profissionais da área da educação, saúde e assistência social da região do Alto Vale do Itajaí, puderam se aperfeiçoar e conhecer a realidade de pessoas que apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento foi organizado pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), através da Escola do Legislativo e Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência em parceria com a Prefeitura de Taió, através da Secretaria de Saúde (NASF) e Vigilância Epidemiológica), Secretaria de Educação, Secretaria de Assistência Social (CRAS); e APAE de Taió.

O seminário, teve o objetivo de levar mais informações sobre o diagnóstico, patologias e políticas públicas de inclusão escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista. “Querendo ou não é um assunto que ainda carece de informações certas e o seminário mostrou que, cada vez mais as pessoas têm interesse a cerca desse assunto. Superou as expectativas”, avaliou Cinthia.
A programação começou as 8h30, com uma mesa redonda onde foram debatidos a socialização, inclusão e reabilitação do autista. Participaram da palestra a presidente da Associação Catarinense de Autismo (Asca), Cátia Purnhagen Franzoi, que também é coordenadora da Associação dos Amigos dos Autistas – AMA Litoral. Ela é pedagoga e mãe de autista.

A fonoaudióloga Ana Paula Pamplona da Silva Muller, uma das mais experientes profissionais na área em Santa Catarina e terapeuta de crianças, jovens e adultos autistas também participou da mesa. Além de Marcos Petry, youtuber, autor do canal Diário de um Autista. O jovem é de Vidal Ramos, possui graduação em comunicação, pós-graduação em design gráfico e produção publicitária, é escritor, radialista, palestrante, fala inglês, alemão e espanhol. Também é instrumentista e cantor nas horas vagas, toca guitarra, violão e teclado.

Na parte da tarde, os participantes assistiram a palestra “Inclusão: uma proposta prática de atendimento ao TEA”, com Rodrigo Marcellino de França. Ele é pedagogo e fonoaudiólogo com 30 anos de experiência na área. O evento foi finalizado Nicolas Brito Sales, um adolescente autista que dá palestras pelo Brasil. O evento também atraiu acadêmicos dos cursos de pedagogia, psicologia e educação física.

Cintia disse que é muito importante que a sociedade saiba mais sobre o assunto, assim como os profissionais de saúde e educação. “Às vezes esse profissional vai recepcionar um paciente ou criança com autismo, que precisa entender as estereotipias, como ficar extremamente desconfortável com ambiente que não são comuns a ele. Às vezes a mãe precisa levar a criança com autismo para consultar com o médico ou dentista, é interessante saber que o comportamento da criança não é uma “manha”, e saber como lidar com a situação”

“As pessoas que participaram do evento, puderam comprovar que o assunto não é tão tenebroso, e que realmente, se a criança com autismo for estimulada, tiver um suporte, vai se desenvolver e se desenvolver muito bem. Pode ter uma vida normal, pode estar atuante na sociedade”, finalizou Cinthia.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado uma síndrome comportamental, ainda sem causa definida, que apresenta como sintomas básicos dificuldade de interação, de comunicação social e de imaginação, com alterações nos padrões de comportamento. Estima-se que existam em torno de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo (1% da população). Em 2012, uma pesquisa apontou que para cada 68 crianças nascidas, uma é autista. Em 2017, uma nova pesquisa aumentou a proporção para um em cada 52 nascimentos.

TEXTO: Alexandre Salvador

 

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