Escola do Legislativo com boas perspectivas para 2018

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226 municípios catarinenses foram atingidos pelas ações da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira em 2017. A instituição, que conta com cerca de 70 funcionários, implementou neste ano o sistema de Ensino a Distância (EAD), oferecendo 22 cursos online e gratuitos abertos à população. Para 2018, a perspectiva é de ampliação do EAD e implementação de dois novos projetos de incentivo à integração entre a Assembleia Legislativa e a sociedade catarinense. “Queremos mostrar que a Assembleia tem uma ferramenta fantástica de atuação pra qualificar a formação política e cidadã”, afirmou a coordenadora da escola, Marlene Fengler.

Entre janeiro e novembro de 2017, mais de 23 mil pessoas se inscreveram em cursos da escola, número este que dobrou se comparado ao ano passado, quando foram registradas 11.559 inscrições. A emissão de certificados também teve crescimento, passando de 6.504 em 2016, para 14.608 em 2017.

“A educação é o grande vetor para que Santa Catarina e o Brasil possam evoluir como sociedade e possam incluir plenamente os jovens, criando expectativa e esperança. E a escola foi exatamente essa ferramenta, ampliando muito a sua abrangência de 2016 para 2017”, afirmou o presidente da instituição, deputado Gelson Merísio (PDS).

Para a coordenadora, o aumento de participação da sociedade se deve ao processo de regionalização implementado neste ano, onde a escola entrou em contato com as câmaras de vereadores de cada município para identificar as principais demandas: “Primeiro reunimos todas as associações de vereadores aqui, conversamos e questionamos as demandas. Tentamos fazer coisas muito práticas para que eles de fato aproveitassem o que a gente tem a oferecer”, explica Marlene.

Além disso, a coordenadora conta que em 2017 a escola utilizou mais da mão de obra local para incentivar a participação e otimizar custos: “Hoje, os nossos palestrantes, a grande maioria é da Assembleia. Antes se trazia muita gente de fora, mas temos muita gente qualificada na própria Alesc, então a ideia é utilizar cada vez mais essa mão de obra porque, além de tudo, é mais barata e muito qualificada”.

Estágio-visita
2017 também foi o primeiro ano do projeto estágio-visita, que reuniu 49 universitários de 28 municípios de Santa Catarina. Através de palestras, visitas guiadas e participações em reuniões plenárias, o projeto apresentou aos estudantes as atribuições do parlamento e as atividades dos deputados estaduais. De acordo com a coordenadora, em 2018 o projeto deve ter uma nova edição.

EAD
Aberto à população em agosto deste ano, o sistema de EAD já teve mais de 5 mil participantes. No próximo ano letivo, a escola pretende ampliar o número de cursos, transformando os presenciais em a distância. “Acho que é uma forma de chegar mais próximo do cidadão, são cursos simples e de linguagem acessível, além de gratuitos, então, qualquer cidadão, de qualquer lugar com internet, pode fazer”, afirma Marlene.

Marlene Fengler, coordenadora da Escola do Legislativo FOTO: Solon Soares/Agência AL

Projetos para 2018
2018 deve começar com um curso de especialização em poder legislativo e cidadania. Ao todo serão 30 vagas, 25 destinadas a servidores da assembleia e 5 para câmaras de vereadores. Outro projeto que deve entrar em circulação no ano que vem é o Hackaton Cívico. “Vamos abrir inscrições pra estudantes de áreas de administração pública para passarem um fim de semana desenvolvendo soluções para cinco áreas. Soluções práticas para sociedade, ideias, aplicativos, iniciativas inovadoras para melhorar as atividades no legislativo. Novas propostas nessa áreas, como educação e saúde, por exemplo”, explica Marlene.

Um laboratório de inovação dentro do Palácio Barriga Verde também deve chegar como novidade no próximo ano. O espaço promete oferecer um cooworking aberto à sociedade, além de um local onde acadêmicos poderão apresentar suas teses e disponibilizá-las para o acesso de parlamentares que precisem de estudos na hora da elaboração de leis. “Muitas vezes a sociedade qualifica os parlamentares conforme a quantidade de projetos aprovados. A produtividade dos parlamentares é medida por isso, mas isso não significa qualidade, então a ideia é qualificar os projetos aprovados”, afirma a coordenadora.

“Em 2018 a escola também será uma importante ferramenta para que os nossos jovens possam continuar incluídos no dia a dia da nossa sociedade e contribuindo juntos para uma Santa Catarina melhor e mais bem educada”, concluiu Merísio.

Com a colaboração de Carolina Lopes/Agência AL

 

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