Campanha Janeiro Roxo alerta sobre a hanseníase

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O governo e associações médicas fazem campanha janeiro roxo com foco no combate à hanseníase. Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), Mato Grosso registra as maiores taxas de detecção de hanseníase do país. Em 2016, foram detectados 2.658 casos novos, o que equivale a 80,4 registros para cada 100 mil habitantes. O índice representa uma redução em relação a 2015, que teve taxa de detecção de novos casos da doença de 93 para 100 mil habitantes, totalizando 3.037 registros.

A técnica do Programa Estadual de Controle de Hanseníase de Mato Grosso Rejane Finotti relatou que a morte está sendo investigada e os médicos trabalham com a hipótese de intolerância aos medicamentos. “Não ocorre óbito por hanseníase. O que pode ocorrer é intolerância medicamentosa. Logo no início do tratamento, [o paciente] é orientado a procurar a unidade de saúde caso sinta algum sintoma diferente”, disse.

A morte de um menino no dia primeiro de janeiro, portador de hanseníase, em Mato Grosso,  reforça a importância do combate e prevenção à doença. Este mês, diversas organizações da sociedade civil, ministério e secretarias de Saúde promovem a campanha Janeiro Roxo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Cláudio Salgado, nos últimos 10 anos o número de casos caiu no país, mas a falta de tratamento dos casos existentes aumentou o número pessoas com incapacidade física.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para uma pessoa saudável suscetível. Embora tenha cura, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente. A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceberem o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase imediatamente.

Diagnóstico e tratamento

O tratamento da hanseníase é feito na rede de atenção primária de saúde e está disponível em todos os municípios do Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A recomendação é que os familiares e pessoas que tiveram contato frequente com o paciente nos últimos cinco anos façam o exame de contato, pois são as que têm mais possibilidade de contrair a doença. No Brasil, a concentração de casos está na Região Norte, parte do Nordeste e do Centro Oeste, nas áreas centrais do país.

De acordo com o coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Mohan), Artur Custódio, o Brasil está muito atrasado na eliminação da doença.

O Brasil é o primeiro lugar em índice de hanseníase, a Índia é o primeiro em número absoluto, mas tem a população muito maior [cerca de 1,2 bilhão de habitantes]. Somos o único país que não atingiu a meta da OMS, que é de um caso para cada 2 mil habitantes. O mundo todo está propondo a erradicação, que é chegar a zero, o Brasil ainda está lutando pela eliminação, que é chegar num índice aceitável de 1 a cada 10 mil. Esse é o desafio.”

Os principais sintomas iniciais da hanseníase são dormência, manchas esbranquiçadas com perda de sensibilidade e nódulos avermelhados. O Mohan oferece um serviço telefônico para tirar dúvidas sobre a doença, o Tele-Hansen, pelo número 0800 026 2001.

 

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