Novo secretário assume Saúde sem saber o valor da dívida

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O secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, tomou posse nesta segunda-feira, 22/01, e falou com a imprensa sobre os projetos e ações para 2018 à frente da pasta. O ortopedista Marcelo Lemos dos Reis será o secretário adjunto e trabalhará com Casagrande para reduzir custos, otimizar recursos e regionalizar a Saúde. Casagrande assumiu o posto, no lugar de Vicente Caropreso, que se desligou da secretaria para se dedicar as eleições, onde pretende disputar a Câmara dos Deputados.

Acélio Casagrande disse que será um grande desafio. Nossa prioridade é efetivar a regionalização da Saúde, tirar as ambulâncias das estradas, organizar os serviços em cada região do estado, vocacionar os hospitais. Para isso, vamos fazer o Plano Diretor de Regionalização Regional (PDR), que é um plano emergencial com critérios rígidos daquilo que os hospitais e municípios podem oferecer”, explica Casagrande.

Aliado a isso, as secretarias municipais de Saúde serão chamadas para um grande trabalho de prevenção. “Não adianta só tratar o doente. Precisamos trabalhar a prevenção, evitando que o paciente com diabetes não chegue descompensado nos hospitais e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Será um trabalho de interação com programas específicos e de excelência com integração dos sistemas”, fala o secretário.

 

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, o orçamento da Saúde para esse ano é de R$ 2,7 bilhões, 14% da aplicação mínima em Saúde do governo catarinense. Por mês, é em torno de R$ 220 milhões. “É importante lembrar que, desse montante, R$ 105 milhões é para o pagamento da folha de pessoal da Secretaria de Estado da Saúde (SES)”.

Acélio prevê que, dos R$ 2,7 bilhões, R$ 200 milhões devem ser gastos com a judicialização da saúde. “Vamos pedir muita colaboração dos médicos para tentar diminuir isto, para podermos investir em outras áreas como a prevenção, por exemplo. É muito mais caro atender dentro do hospital que fazendo a prevenção nas unidades de saúde”.

 

Perguntado sobre o valor atual da dívida da Secretaria de Estado da Saúde, o novo secretário respondeu que aguarda o Tribunal de Contas do Estado oficializar a secretaria sobre o relatório da dívida.

“Após isso, faremos uma análise de item por item. Os técnicos da SES fizeram um levantamento e chegou-se no valor em torno de R$ 700 milhões. Se o Tribunal de Contas apresentar R$ 1 bilhão, certamente será uma análise muito bem feita e aguardaremos a recomendação do órgão para a liquidez disto”.

Sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Casagrande vê com simpatia o trabalho do Samu em parceria com o Corpo de Bombeiros e que na próxima semana já está agendada uma reunião entre a secretaria e o Corpo de Bombeiros para ajustar a cogestão. “Hoje, o que vem de recursos do Ministério da Saúde para o Samu é R$ 1,8 milhão por mês, enquanto o contrato é de R$ 9 milhões. Estamos fazendo de tudo para dar uma equacionada nisto.”

No final da entrevista coletiva, o secretário Acélio Casagrande informou que estará reunido nesta terça-feira, 23, pela manhã, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para se apresentar como novo gestor da pasta e solicitar mais recursos para Santa Catarina.

“Queremos aumentar o per capita e, para isso, temos que apresentar soluções ao ministério. Um caminho é mostrar que o estado produz mais do que recebe e, o outro, é fazer as habilitações para isso. Precisamos aumentar a receita e diminuir as despesas. Tenho uma ótima relação com o ministro e demais profissionais do Ministério da Saúde, então as expectativas são muito boas”, conclui Casagrande.

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