Capilé explica como será a classificação do tabaco

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp

Uma proposta apresentada esta semana na Câmara de Vereadores de Taió o Vereador Valdecir João da Cruz, o Capilé do PR, pretende fazer com que os fumicultores tenham mais protagonismo na venda do tabaco. Por enquanto o tema tramita nas comissões internas da Casa e não há previsão de quando vai a votação.

Pelo projeto,  o processo de compra e entrega do fumo deve ocorrer direto nas propriedades. A sistemática proposta é diferente da que ocorre hoje, em que as empresas recolhem o tabaco e fazem a classificação nas esteiras da indústria, por vezes gerando insatisfação dos produtores.

Segundo o vereador Capilé, a proposta atende à demanda dos fumicultores. “Existe um acordo firmado entre as entidades e as empresas sobre o preço, mas quando o fumo chega na esteira, a qualidade é reduzida e cai o preço. A empresa não se nega a pagar, mas desqualifica o produto e o preço cai. Então temos que mudar isso”, argumenta.

Capilé lembrou que a proposta poderá passar por mudanças para o seu aperfeiçoamento, mas segue a linha defendida pela Cooper Taió, pelos agricultores e pelas demais entidades de classe com foco na agricultura.

Embora o teor da proposta seja conhecido há anos pelo setor, o vereador lembrou que dois fatores motivaram a apresentação: o baixo preço pago pelo tabaco nas safras anteriores e a desclassificação do fumo na esteira das compradoras. Mas na verdade, por todo o período da safra os orientadores da compradoras indicam (ensinam/orientam) os agricultores a como procederem na produção, desde o preparo da muda até a colheita, passando pelo plantio e classificação e quando chega no final, frustram os produtores no quesito classificação.

O vereador conversou com o presidente da CooperTaió, Horst Frecha e do Sindicado Rural de Taió, que avaliou que a proposta dá condições para que os produtores de tabaco possam negociar o produto. “É mais tranquilo e vantajoso para o produtor se está sendo comprado na propriedade”, analisou.

No entanto, ponderou que é preciso acertar questões ligadas à venda de forma que todos os fumicultores possam vender o tabaco. Capilé também vem se inteirando sobre o assunto e que não se preocupa com a  questão técnica para atender ao projeto, já que não se discute o preço, nem o peso e muito menos a classe. Ele justifica que os produtores usam balanças aferidas pelo Inmetro e a classe é determinada pelo ‘orientador’, que é preposto da empresa fumageira compradora.

Comentários