Deputados divergem sobre revogar cidadania barriga-verde ao ex-presidente Lula

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O anúncio feito pelo deputado Maurício Eskudlark (PR) de que protocolou projeto de lei para revogar a cidadania barriga-verde concedida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou debate entre os parlamentares na sessão desta terça-feira (27).

“Entrei com o projeto 077/2018, que revoga o título de cidadão catarinense concedido ao cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, recebi mensagens cobrando, quase à unanimidade, de que isso não representava a vontade do povo catarinense”, informou Eskudlark, que comparou a reversão proposta à cassação da medalha Anita Garibaldi outorgada ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, atualmente preso no âmbito da Operação Lava Jato.

Eskudlark alegou que atualmente o homenageado não reúne os requisitos da “dignidade, decência, retidão, nobreza, honra, respeitabilidade, probidade, integridade, honestidade, decoro, grandeza e inocência”.

Ana Paula Lima (PT), Dirceu Dresch (PT) e Luciane Carminatti (PT) criticaram a intenção do ex-chefe da Polícia Civil.

“Ciúme de homem é uma coisa triste, a caravana de Lula arrastou multidões, levou amor, fez homens e mulheres chorarem num belíssimo ato que aconteceu na capital do estado. Lula é professor da paz, mestre da harmonia, está sendo indicado para receber o Nobel da Paz por sugestão do argentino Adolfo Pérez Esquivel”, respondeu Ana Paula.

“Mais de 60% não admite que alguém seja condenado sem provas, você, como delegado de polícia, não exigir provas? Alguém tem de ler o processo, essa é a nossa exigência hoje, não queremos tratamento desigual para o Lula, mas queremos que as pessoas sejam tratadas com justiça”, afirmou Dresch.

“Quando a gente apela para jogar pedra e ovo, toda racionalidade política termina. Já me excedi, mas nunca no uso da violência, o que eu vi na prática foi algumas atitudes criminosas que não representam uma ideologia, mas pessoas insanas que querem ganhar no grito, no tapetão e na violência, minha filha quase foi agredida porque estava com uma camiseta vermelha em Florianópolis, foi perseguida na rua”, revelou Carminatti.

Ana Paula foi além e rejeitou a comparação com Geddel.

“Tiramos a honraria de Geddel porque encontraram provas, R$ 50 milhões, mas para condenar (o Lula) não acharam prova nenhuma, somente essa perseguição da justiça”, justificou a representante de Blumenau.

Os deputados Antonio Aguiar (PSD) e Milton Hobus (PSD) elogiaram o gesto de Eskudlark.

“O embate jurídico que hoje se avizinha, os casuísmos do Judiciário quando se discute se prende ou não o ex-presidente Lula, atitudes como essas não são mais compreendidas e fazem com que um ex-presidente da república não seja bem recebido no Sul do Brasil, colhemos o que plantamos, as pedras e os ovos são respostas aquilo que se plantou. Quero assinar com Vossa Excelência”, solicitou o líder do PSD.

“Há dez anos atrás tínhamos ótimas referencias do senhor Lula, mas durante esses dez anos ele não procurou Santa Catarina para agradecer, agora que está em baixa, que foi chamado, nem vou dizer as palavras feias, não é justo que nós deputados tenhamos essa pecha, vivemos outros momentos. Concordo com o projeto em gênero, número e grau”, garantiu Aguiar.

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