Prefeitura de Taió pode devolver SAMU ao Estado

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Taió pode ser devolvido ao Governo do Estado de Santa Catarina. As razões vão desde o número de atendimentos prestados, quanto ao custo elevado aos cofres públicos. A ideia vem sendo discutida pela Administração Municipal junto a Secretaria de Saúde e vereadores, porém a devolução não deve afetar os usuários.

O SAMU está instalado no município desde 02 de maio de 2006, mas a forma como a regulação (órgão gestor que decide como serão os atendimentos) atua, tem causado problemas e o retorno à comunidade tem sido baixo. Para se ter ideia, nos últimos seis meses (entre outubro de 2017 e março de 2018), o SAMU de Taió atendeu apenas 168 pessoas. Das 421 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros dentro da cidade de Taió no mesmo período, 281 foram atendimentos pré-hospitalares, basicamente o mesmo serviço ofertado pelo SAMU.

Outro fator que pesa é o custo. Para se manter uma ambulância do sistema na cidade, é preciso desembolsar R$ 31.266,00 mês, deste valor R$ 13.125,00 são enviados pelo Governo, enquanto R$ 18.141,00 são investidos pelo Município de Taió, valor utilizado para custas com profissionais disponíveis 24 horas por dia e a manutenção do veículo. Porém essa conta pode aumentar, já que o Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina exige a contratação imediata de enfermeiros para atuação junto às ambulâncias.

Diante deste quadro, cada atendimento realizado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência tem custado aos cofres da Prefeitura cerca de R$ 1.116,97.

A solução encontrada para continuar a prestação de serviços aos usuários seria a transferência das atividades para o Corpo de Bombeiros, que já informou ter disponibilidade para esta atuação. Neste caso, o convênio já existente seria ampliado. “Estamos estudando a situação. A população taioense não precisa se preocupar, pois caso isso se concretize não vamos perder nada, pois devolvemos a ambulância do SAMU ao Estado e distribuímos os profissionais em unidades dos ESFs na cidade ou em outras áreas designadas pela Secretaria de Saúde. Além de mais prática, essa medida visaria uma maior economia ao município”, explica o Prefeito de Taió, Almir Guski.

TEXTO: Site da prefeitura de Taió

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