Vale pode ficar de fora do Corredor Ferroviário de SC

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A convite da ACIRS, o superintendente de planejamento da VALEC, Fábio Vinícius Bittencourt Silva e o gerente de planos e programas, Francisco Luiz Baptista da Costa estiveram em Rio do Sul, na sexta-feira (22). O objetivo foi apresentar os resultados já obtidos com o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) do Corredor Ferroviário de Santa Catarina.

Até então, foram realizadas duas reuniões participativas no estado para apresentar as opções de traçado do corredor ferroviário e para coletar subsídios para o aprimoramento dos estudos técnicos. “Não descartamos nenhuma possibilidade. Só teremos um traçado definitivo quando tivermos o projeto de engenharia, mas ainda não chegamos nessa fase, estamos em estudo. Vamos testar várias alternativas e uma delas passa pelo Vale do Itajaí”, explica o gerente de planos e programas da Valec.

Na mesa está um traçado ligando Dionísio Cerqueira a Itajaí, pelo Vale do Itajaí, e outro, saindo de Dionísio Cerqueira rumo a Imbituba, com uma conexão até Tijucas. “Essa reunião foi muito importante, contamos com o envolvimento de várias entidades. Tomamos conhecimento do levantamento que está sendo feito, inclusive do traçado que passaria aqui pelo Vale do Itajaí e se conectaria na futura Ferrovia Litorânea”, avalia o diretor de relações institucionais da ACIRS, Eduardo Schroeder.

A novidade trazida pela VALEC é o fato de que serão aprofundados os estudos de ambos os traçados. Ou seja, a empresa dará continuidade não apenas de uma, mas de ambas as alternativas nas questões ambientais, operacionais e socioeconômica, além de análise econômico-financeira e de risco. O aperfeiçoamento inclui também os levantamentos aerofotogramétricos.

“A VALEC entendeu as ponderações colocadas na reunião e irá avaliar mais profundamente, principalmente com relação ao isolamento do Vale do Itajaí. Por aqui o trajeto é mais barato e tem mais carga transitando, por isso é importante lutarmos por um traçado ou conexão para nossa região”, enfatiza Schroeder.

Segundo dados da VALEC, o valor contratado para elaboração do EVTEA, do levantamento aerofotogramétrico e do projeto básico de engenharia é de aproximadamente R$ 48 milhões, dos quais foram dispendidos até o momento, R$ 3,5 milhões. No que tange à construção da ferrovia, montante do investimento só será obtido após a conclusão do projeto básico de engenharia. A estimativa é de que a ligação direta a Itajaí custe R$ 14,5 bilhões, enquanto o “Y” para Imbituba e Tijucas saia por R$ 16,1 bilhões.

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