Por incentivo do empresário, a companhia financia o time de futebol de salão do Joinville (que carrega o nome da Krona) desde 2005, campeão da Taça Brasil em 2011 e 2017, da Superliga em 2012 e da Liga Nacional em 2017. Atualmente, integrava o conselho da instituição, que também investe, há 14 anos, no esporte paraolímpico do clube.

“O Tricolor se solidariza com os familiares e amigos neste momento de profunda tristeza. O clube também reforça o pedido que vem fazendo há semanas: se puder, #FiqueEmCasa”, publicou o Joinville em suas redes sociais.

Ainda no esporte, a empresa de Borba patrocinou os dois lados da final do Campeonato Alagoano de 2019, quando o CSA venceu o CRB nos pênaltis. A Krona é especializada em tubos e conexões de PVC, concorrendo, por exemplo, com a Tigre, na região.

Recentemente, o empresário esteve nos Estados Unidos. Ele e sua família embarcaram para o país no dia 28 de fevereiro e chegaram de volta ao Brasil no dia 19 do mês seguinte.

Desde que retornou ao país, cumpriu quarentena e não teve contato com ninguém da empresa. Foi internado no dia 24 e recebeu diagnóstico da Covid-19 dois dias depois.

Por sua morte, a empresa passou um dia sem funcionar, em luto. “Com familiares e amigos, compartilhamos o sentimento de perda irreparável”, disse a Krona, em nota.

“Borba foi um homem empreendedor, com visão e ajudou no desenvolvimento de Joinville. Lamentamos muito a perda de qualquer vida e continuaremos o trabalho com objetivo de evitar a propagação da doença”, disse o prefeito da cidade, Udo Döhler

Borba tinha diabetes, tomava remédios para pressão. Deixa dois filhos, quatro netos e a esposa.

Toda a família cumpre quarentena.

Reportagem: Catia Seabra e João Gabriel – Folha de São Paulo