Superfaturamento na contratação de empresa para matar ratos

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp

Membros das bancadas do PSD, PSL e PL denunciaram superfaturamento em contratos do Porto de São Francisco do Sul. A situação é muito parecida com uma contratação feita pela Câmara de Vereadores de Taió.

A SCPAR contratou (em julho de 2018) a empresa Alfa Imunização e Serviços Eirele ME para prestar serviços entre Agosto de 2018 a Agosto de 2019 por R$ 590 mil. E agora, a mesma empresa, com dispensa de licitação, foi contratada por 6 meses por R$ 2.109.000,50.

Trata-se de uma contratação suspeita da Alfa Soluções Empresariais, com dois endereços suspeitos, em Uruguaiana e Porto Alegre, em prédio e casa incompatíveis com uma empresa privada. Além disso, o capital da empresa é de R$ 96 mil, em nome de Maria Aparecida Bairros Rodrigues. Detalhe: a empresa foi contratada em julho de 2019, quando o governador era Eduardo Pinho Moreira (MDB). A investigação deverá ser nos dois governos, de Eduardo e no de agora, de Moisés.

“Uma empresa foi contratada por R$ 590 mil para trabalhar 12 meses para matar pombinhos, ratos e mosquitos. De agosto de 2018 para março de 2019 o valor deveria ser R$ 603 mil, mas a realidade é outra: dispensaram a licitação e contrataram a mesma empresa por cerca R$ 2 milhões, e, para piorar, olha só a sacanagem, o contrato de R$ 590 mil era de 12 meses e o novo terá vigência de 180 dias, então serão R$ 4,2 milhões em um ano, um aumento de 596%”, denunciou Kennedy Nunes (PSD).

“Já tinha identificado essa (dispensa), mas a mais importante foi a de requisitos básicos, custou R$ 4,5 milhões e para fazer o mesmo procedimento em um pouquinho mais de um ano custou R$ 10 milhões. Só tem um jeito de resolver o problema, privatizando, vamos tirar esses canalhas”, alfinetou Jessé Lopes (PSL).

“Absurdo o contrato do porto de São Francisco do Sul. Como diz o Esperidião Amin, ‘rato magro quando vê queijo se empapuça’. A imagem que me vem à cabeça é que entrou no governo umas pessoas sem compromisso com o estado, cada um está fazendo do jeito que quer, tem denúncia no Porto e tem no sistema prisional com vídeo-monitoramento”, lamentou Maurício Eskudlark (PL).

 

Câmara de Taió gastará 10 mil para eliminar os ratos do prédio 

Na gestão de presidente Tiago Maestri, a Câmara de Vereadores de Taió, já torrou R$ 8.690,00 para dedetizar o prédio. Foram até agora, sete aplicações de pesticidas, raticidas granulado e parafinado. 

Todos os serviços foram feitos pela empresa José Petuco ME, de Taió. O que chama a atenção  é o valor inicial das duas primeiras aplicações, que custaram R$ 245,00, quando a Câmara fez uma cotação de três orçamentos. Conforme nota de empenho, foi emitida em 14/02/2017 no valor de R$ 245,00, em 13/10/2017 no valor de R$ 245,00.

Em média, a gestão Tiago Maestri, elimina a rataiada a cada seis meses. Em 2018, foram aplicadas duas vezes, por R$ 800,00 em maio e em outubro, quatro meses depois, por R$ 1.850,00.

Sem conseguir exterminar os ratos, Tiago Maestri contratou novamente o serviço em 2019, por R$ 3.700,00 reais, aplicados em fevereiro e julho do ano passado.

Não foi o suficiente, a quantidade de ratos deve ser tanta que, mesmo em recesso, o detetizador aplicou os venenos, conforme empenho em 6 de janeiro deste ano, pelo custo de mais R$1.850,00. Lá pelo mês de setembro, no auge da campanha eleitoral, os raticidas devem ser aplicados novamente. Se cobrar o mesmo valor, o custo total para eliminar os ratos da Câmara de Vereadores de Taió será de R$ 10.540,00. 

DATAS DOS PAGAMENTOS E EMPENHOS

14/02/2017 R$ 245,00

13/10/2017 R$ 245,00.

02/05/2018 – 800,00

17/10/2018 – 1.850,00

28/02/2019 – 1.850,00

05/07/2019 – 1.850,00

06/01/2020 – 1.850,00

Comentários