Novo secretário de Saúde de SC também é suspeito

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Um requerimento para afastar do cargo o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro foi aprovado pelos deputados estaduais nesta quarta-feira (20). Então adjunto de Helton de Souza Zeferino, Ribeiro teria participado ativamente da compra dos 200 respiradores pulmonares, no valor de R$ 33 milhões, com dispensa de licitação e pagamento antecipado. Dos 40 deputados; 29 votaram, sendo 26 votos sim e três abstenções.

Conforme reportagem do Jornal Notícias do Dia, que publicou, um documento mostra que Ribeiro teria assinado comunicado interno endossando que os respiradores fossem comprados por meio de uma determinada importadora.

O documento foi apresentado no Legislativo pelo deputado Milton Hobus (PSD). A líder do governo, deputada Paulinha (PDT), sugeriu que o requerimento só fosse aprovado após o secretário ser ouvido na CPI dos Respiradores.

O requerimento nasceu na Comissão Especial de Acompanhamento dos Gastos Públicos e foi encaminhado para discussão em plenário na mesma quarta-feira, onde também foi aprovado. Cabe ao governador Carlos Moisés (PSL) aceitar, ou não, a sugestão.

QUEM É ANDRÉ MOTTA RIBEIRO

Nascido na cidade de Cachoeira do Sul, André Motta Ribeiro se formou em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 1990. É pós-graduado em Administração Hospitalar pela PUC da cidade de São Camilo (RS), em 1993. Atuou como médico nos estados do Rio Grande do Sul e Bahia.

Chegou a Santa Catarina em novembro de 2004. Trabalhou na Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis. Exerceu também o cargo de Diretor Técnico da Secretaria Municipal de Saúde de São José no ano de 2008. No Governo do Estado, foi regulador estadual de leitos e UTI e, nos últimos sete anos, foi médico de emergência e preceptor na Clínica Médica do Hospital Governador Celso Ramos. Em julho de 2017, assumiu a Coordenação Estadual do SAMU, onde permaneceu até o final de 2018 – quando recebeu o convite para ser secretário-adjunto.

Como adjunto, ajudou a implementar a política hospitalar catarinense e instituiu o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) para o combate à pandemia do novo coronavírus no dia 13 de março. No COES, contribuiu para o aumento da capacidade hospitalar preexistente no Estado de Santa Catarina em mais de 45%, com a ativação de 381 novos leitos de UTI.

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