O ACORDO ENTRE DEUS E O DIABO

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OPINIÃO: O ACORDO ENTRE DEUS E O DIABO

A estrada entre o Céu e o Inferno estava intransitável. A situação era tão precária que Deus e o Diabo precisaram firmar uma parceria para construir pontes, viadutos e pavimentar a via para melhorar a trafegabilidade.

 O Todo Poderoso tomou a iniciativa e convidou o Tinhoso para uma reunião. Era uma antiga reivindicação dos usuários da rodovia. Depois de uma longa conversa, ambos, chegaram a um acordo. 

No pacto, cada um ficou responsável por executar 50% da obra. O Diabo tinha que construir do inferno até o meio do caminho e Deus, a outra parte. 

O pessoal do Inferno saiu na frente. O processo licitatório foi rápido, as obras começaram e logo avançavam. No outro lado, a turma do Céu  continuava com o projeto só no papel. 

Em tempo recorde, antes do prazo estabelecido, o Diabo cumpriu o combinado e entregou a obra até a metade do trecho. 

Ao perceber que nada foi construído na outra parte, o Diabo de indignou e foi se entender com Deus.

“Como você, um ser divino, propagador da verdade, das coisas boas, não conseguiu cumpriu com o combinado?” indagou o Chifrudo.

Deus, envergonhado, então respondeu: Não encontrei nenhuma empreiteira no céu.

Essa história, foi contada por um Ministro de Estado ao jornalista Gilberto Dimenstein, que publicou no livro: “As Armadilhas do Poder – Bastidores da Imprensa”. Editado em 1990, foi um resumo de contos quando ele fazia a cobertura política em Brasília.

Na capa do livro, para relatar o que acontecia na Capital Federal, ele usou a foto de uma armadilha para apanhar ratos. A ratoeira, simboliza uma cilada, um estratagema para fazer alguém cair em logro ou artifício enganador, como diz o dicionário. 

No exemplo citado, o jornalista expôs uma situação conhecida por todos os brasileiros, que começou muito antes do “petê” comandar os Governos e continua acontecendo em outros. 

Dimenstain, morreu Câncer de pâncreas em 29 de maio de 2020

Texto: Alexandre Salvador, jornalista


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