Conversa de WhatsApp coloca Amândio no rolo da CPI dos respiradores

O empresário disse conhecer Amândio há mais tempo, e conversava com ele antes da negociação dos respiradores e antes dele assumir o cargo no governo.

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As mensagens citando o governador Carlos Moisés na negociação dos 200 respiradores comprados pelo Estado por R$ 33 milhões foram negadas nesta terça-feira (23) pelo empresário Samuel Rodovalho. Ele prestou depoimento na CPI dos respiradores na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e chamou de “suposição errada” a menção ao governador na troca de mensagens.

Foi em perícia nas conversas de WhatsApp de Samuel que a força-tarefa da Operação Oxigênio encontrou três menções ao governador, sempre em encaminhamentos de mensagens que Samuel recebia de César Augustus Thomaz Braga – diretor jurídico da Veigamed que está preso. As conversas embasaram a mudança do caso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em função do foro do governador. Em uma das mensagens, Samuel diz a outro empresário que “está na linha com o governador”.

Samuel foi questionado, também, sobre conversas que teria no WhatsApp com Amândio João da Silva Júnior, atual chefe da Casa Civil de SC que assumiu o cargo após a exoneração de Douglas Borba. O empresário disse conhecer Amândio há mais tempo, e conversava com ele antes da negociação dos respiradores e antes dele assumir o cargo no governo.

No entanto, uma imagem anexada ao processo mostra uma conversa em grupo envolvendo Samuel, Amândio e mais duas pessoas. A chamada de vídeo teria ocorrido no final de abril e, segundo a investigação, o assunto era o problema na compra dos respiradores. Samuel disse que o grupo conversava sobre outros assuntos.

Em nota, o chefe da Casa Civil de SC, Amândio João da SIlva Júnior, diz que a foto é de uma reunião online sobre um projeto para fazer testes de coronavírus em Florianópolis. Ele ainda afirma que isso aconteceu em 22 de abril deste ano, quando não exercia cargo público, e nega que tenha voltado a ter contato com Samuel Rodovalho.

Confira a nota na íntegra:

“A foto que faz referência a mim na CPI se trata de uma reunião via web para apresentação de um projeto de Drive Thru para testes do Covid 19 na cidade de Florianópolis, que também foi apresentada para a ACIF e outras entidades empresariais em outras oportunidades, sem a minha presença. A foto é da data de 22/4/2020. Um negócio privado, transparente e que acabou não acontecendo. Destaco que neste período eu não exercia qualquer cargo público e atuava, como minha vida inteira, na iniciativa privada. Desde 22/4/2020 nunca mais mantive contato com Samuel Rodovalho. Infelizmente a CPI busca, mais um a vez, desvirtuar os fatos”.

TEXTO: NSC TOTAL

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