Nova restrição é “tiro de misericórdia” em bares e restaurantes

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As novas restrições definidas pela Prefeitura de Florianópolis motivadas pelo aumento de casos de covid-19, que valem a partir desta quinta-feira,   reacendem discussão sobre o equilíbrio entre as medidas de enfrentamento à pandemia e a necessidade de preservação da economia, com manutenção dos empregos e renda. ⠀

A terça-feira, véspera do início do decreto no 21.673, foi marcada por protestos e pressões dos segmentos que serão afetados diretamente, pelos próximos 14 dias, com fechamento total das atividades ou horários diferenciados para funcionamento.⠀

De modo geral, os representantes das atividades econômicas consideraram as medidas desproporcionais e externaram a preocupação com o aprofundamento da crise. A Abrasel, por exemplo, alertou em nota que o impacto econômico será um “tiro de misericórdia” para o setor de Bares e Restaurantes para muitos empregados e empregadores. ⠀

Empresários e profissionais de academia também estão se mobilizando contra o novo fechamento das atividades. Os representantes do setor, que foram recebidos ontem pelo prefeito Gean Loureiro (DEM), programaram uma manifestação para hoje, às 16h, em frente à câmara de vereadores. Eles sustentam que, com os protocolos implantados, as cerca de 150 academias da cidade são seguras em relação ao contágio de covid-19. ⠀

A prefeitura, por outro lado sustenta que as medidas consideram o aumento do fator de transmissão da doença em Florianópolis, de 0,8 para 1,3 – e têm o objetivo de evitar o colapso do sistema de saúde, que poderia levar a um lockdown, que afetaria ainda mais a economia. 

Confira a nota da Abrasel/SC

A Abrasel lamenta que os números de contágio e de ocupação do sistema de saúde tenham piorado no município de Florianópolis. 

A Abrasel compreende que esta situação exija medidas adicionais de segurança.

A Abrasel lamenta que as medidas anunciadas não tenham sido avaliadas em conjunto com o setor produtivo.

A Abrasel considera as medidas do setor de bares e restaurantes incoerentes, uma vez que elas são diferentes do protocolo que a própria Prefeitura havia divulgado no seu site covidômetro caso houvesse reclassificação de risco moderado para alto.

A Abrasel considera as medidas do setor de bares e restaurantes injustas, pois ao invés de reduzir capacidade, seja pela limitação de assentos seja pela limitação de quantidade de horas de funcionamento, ela impossibilita o atendimento à noite e finais de semana, afetando de forma desequilibrada o setor.

A Abrasel lamenta que a falta de cumprimentos de medidas por parte de uma minoria, penalize todos.

A Abrasel alerta que a conta (impacto econômico) será alta, sendo o tiro de misericórdia para muitos empregados e empregadores, e não considera justo responsabilizar somente quem descumpriu as regras. Uma vez que até o momento a Prefeitura não adotou medidas de apoio econômico, com uma simples isenção de taxa de lixo para quem está, por força de lei, impedido de trabalhar.

Por fim, a Entidade espera que essas medidas sejam reavaliadas com urgência”.

Abrasel/SC

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