Celesc pode cortar a energia de 4.500 consumidores

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Reportagem Rafaela Correa/DAV

Os consumidores com faturas de energia elétrica em atraso poderão ter o fornecimento cortado  este mês.  A Celesc vai emitir um reaviso com prazo de 15 dias para o inadimplente quitar a dívida, se o pagamento não for efetuado, a empresa vai restringir o uso.  A ação não inclui pessoas cadastradas como baixa renda ou com necessidade de equipamentos para manutenção vital.

De acordo com Manoel, o corte está liberado desde 1 de agosto, mas é preciso fazer o reaviso. “Desde o dia 3 de agosto, a Celesc voltou a reavisar todos os consumidores inadimplentes. Em nível de Alto Vale, são cerca de 4.500 unidades com faturas em atraso. A Celesc vai voltar efetuar as interrupções na distribuição a partir do dia 24 desse mês, porque é preciso reavisar e o prazo do reaviso é de 15 dias”, destacou.

Durante a pandemia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) suspendeu o corte de energia elétrica por 90 dias, através da Resolução Nº 878. A medida estava valendo desde março e foi prorrogada até o final de julho. Segundo o gerente regional da Celesc em Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, há algumas exceções. “Primeira que não podemos cortar a energia de consumidores classificados como baixa renda são aqueles que possuem cadastro junto à Celesc. Os cadastrados que necessitam de aparelhos essenciais à vida, como oxigênio. Desses dois tipos de consumidores a gente não pode”, explicou.

As pessoas que não quitarem a dívida serão negativadas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Arisoli recomenda ainda que os consumidores que não conseguiram ficar em dia neste período procurem acertar  as contas para evitar transtornos em relação ao fornecimento e cobranças. “É só procurar uma das unidades da Celesc para resolver a pendência. Nós fazemos também o parcelamento das faturas”, destaca.

Durante a pandemia houve um acumulado de 33% no número de inadimplentes. Um crescimento significativo. O gerente explica que o efetivo incremento da inadimplência saiu de 0,6% para aproximadamente 6,5%, no Alto Vale.

A Alessandra Sperckott trabalhava em uma pequena empresa que não resistiu aos impactos econômicos trazidos pelo coronavírus. Ela conta que já enfrentou muitas dificuldades durante a pandemia. “O lugar em que eu trabalhava fechou e aí todo mundo saiu com uma mão na frente outra atrás. Eu não estou nessa situação com a conta de energia, mas contas de bancos e outras prestações, sim. Eu conheço amigas minhas que não conseguem mais pagar todas as contas. Infelizmente as coisas estão piorando. Tem muita gente desempregada passando necessidade. A energia é uma necessidade básica, talvez não seja o momento de começar a cortar”, opina.

Jociara Ferreira moradora do bairro Sumaré em Rio do Sul está com problemas em relação às contas. Com a pandemia ela precisou sair do emprego para cuidar dos três filhos pequenos e a única renda da casa vem do marido, que trabalha com construção. Ela disse que se preocupa com o corte de energia. “A gente depende da energia para tudo em casa e o valor ta vindo muito alto”, explicou.

Em entrevista, a Adriana Pereira moradora de Ituporanga afirmou que ficou desempregada e está com duas contas em atraso. “A gente voltou a trabalhar em agosto, mas vamos receber só em setembro. Então, como eu tenho duas contas em atraso é lógico que vai haver o corte, mas eu não vou ter dinheiro até lá para quitar. Eu até fiz máscaras para vender, mas o ganho foi muito pouco e só deu para manter o alimento e remédios”, finaliza.

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