Dinheiro público bancou “Lula Livre” e salário de Dilma

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A grana do fundo partidário, teria sido usada para pagar o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, um de salário R $ 18,3 mil para a ex-presidente Dilma Rousseff  e um documentário sobre um festival do movimento “Lula Livre”.

As informações estão na prestação de contas anual do Partido dos Trabalhadores relacionadas a 2019, que foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O PT, usou R$ 117 milhões em recursos públicos e privados  no ano passado. Do total, R$ 100,1 milhões foram do Fundo Partidário, destinado à “manutenção” dos partidos políticas no Brasil. Os repasses aos partidos ocorrem proporcionalmente às bancadas eleitas na Câmara Federal. 

Segundo apurou reportagem do Jornal A Gazeta do Povo de Curitiba, em 2016, após ter sido alvo de um processo de impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff foi abrigada na Fundação Perseu Abramo – o programa acadêmico do PT responsável pela formação política de seus dirigentes e integrantes. Com o tempo, o PT promoveu a presidente cassada a superintendente de Relações Institucionais da Fundação, com o salário base que hoje é de R $ 18,3 mil.

Segundo as notas fiscais da Fundação, Dilma também amealhou R $ 2.224,50 em diárias por uma viagem realizada à Rússia, em junho do ano passado. Na ocasião, Dilma discutiu questões relacionadas à eventual cooperação entre o PT e integrantes da Duma, na Câmara dos Deputados russa.

Dilma conseguiu se aposentar pelo teto do INSS, graças ao lobby do ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas. Dilma também luta para ser considerada anistiada política pelo Ministério dos Direitos Humanos, o que pode elevar seus vencimentos em até R $ 10 milhões ao mês.

Foto: Ricardo Stuckert

LULA LIVRE COM DINHEIRO PÚBLICO 

Funcionário histórico do PT, o ex-tesoureiro João Vaccari Neto só foi demitido do partido no final do ano passado, conforme mostram os comprovantes de despesas do partido. Segundo a prestação de contas da agremiação, Vaccari escrita R $ 44.038 a título de rescisão de contrato de trabalho. O nome de Vaccari aparece na planilha de pagamentos de funcionários do PT apenas na última semana de novembro do ano passado.

Integrantes do PT tentam dissociar ao máximo Vaccari das atividades do partido. Alvo da 12.ª fase da Operação Lava Jato, realizada em abril de 2015, Vaccari ficou preso em Curitiba até setembro do ano passado . Ele respondeu a cinco processos da Lava Jato e após sair da prisão foi colocado como assessor especial da Central Única dos Trabalhadores (CUT), um dos braços sindicais do PT.

Os recursos do Fundo Partidário também bancaram algumas ações relacionadas ao movimento “Lula Livre”, tido pelo partido como atos pela democracia e pela manutenção da regularidade institucional.

Um exemplo disso foi a contratação da empresa T2 Comunicação Integrada, de Campinas (SP), no valor de R $ 50 mil. De acordo com a nota fiscal incluída na prestação de contas, a Fundação Perseu Abramo custeou serviços de “produção, gravação, roteirização e edição” de um documentário sobre o festival “Lula Livre”.

 

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