Xampu anticaspa, Ibope e as pesquisas eleitorais

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Leitores do Jornal Diário do Sul, em Santa Catarina foram surpreendidos nesta manhã pós-feriado, com um anúncio do IBOPE, explicando que não seria correto a Rádio Massa FM anunciar sua liderança de audiência naquela região.

Maliciosos já concluíram que o IBOPE anda sem Ibope no sul de Santa Catarina, já que a última medição, conforme a nota, foi feita a dez anos, e ninguém mais quis contratá-lo. Parece que a emissora usou os números com atraso de uma década e como ninguém mais mediu, foi usando tais números a seu favor, o que certamente pode não ser mais verdadeiro.

Por falar em pesquisas, logo seremos sufocados por elas, neste período de eleições municipais. Elas já estão por aí, mas se multiplicarão assustadoramente para infernizar nosso quotidiano. São enquetes, amostras, tendências, probabilidades, fórmulas e outros disfarces difíceis de identificar, como textos jornalísticos e publicidade em geral.

Se o Ibope já está perdendo crédito a muito tempo, imagina então a pesquisa encomendada por certo cacique político da nossa cidade, que fez uma lista de pessoas no escritório de sua casa, e depois, mandou os pesquisadores visitarem, seguindo o mapa já definido.

Só falta fazer o registro da pesquisa e seguir os caminhos da legislação, para validar o resultado que ele já preparou em casa, antes de tudo começar.

E assim, um candidato sem qualquer chance, aparece milagrosamente como líder ou subindo na preferência “do eleitor”.
Daí, ocorre o fenômeno Xampu anticaspa: Ninguém compra se não estiver escrito que combate a caspa e até a seborreia (que nome feio, Deuzulivre!).

Analisando as escolhas feitas pelos eleitores, não é de duvidar, que depois de eleitos, a caspa vai abundar!

TEXTO: Wanderlei Salvador. 

 

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