Moradores contestam operação na Barragem de Taió.

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O fechamento das comportas da Barragem Oeste  em Taió, não está agradando parte dos moradores, principalmente comerciantes. Eles usaram as redes sociais para questionar o processo executado pela Defesa Civil de Santa Catarina. “Acho que vamos ter que nos mexer , porque não tem explicação o rio baixando a barragem cheia e fechada todas as comportas”, avaliou  o comerciante Marino Anderle. Para ele, a operação da Defesa Civil de SC poderá contribuir para criar uma inundação. “Tão querendo fabricar uma enchente!”, escreveu Marino no sábado, 30/01.

As dúvidas também foram compartilhadas em grupos de discussão do whatsapp. A repercussão de opinião dos moradores nas redes sociais, fez com que a Defesa Civil de Santa Catarina emitisse uma Nota de Esclarecimento. Mesmo com a publicação técnica, os questionamentos continuaram.  “Até que enfim uma explicação ! Porém nós que estamos abaixo dessa bomba seguiremos em vigília , mesmo sabendo que a barragem serve pra proteger Blumenau , Rio do Sul e se der Taió entra na fila!”, continuou Marino Anderle.

“Acredito que eles devam mostrar o estudo! Conforme foi prometido na associação empresarial uns anos atrás o antigo secretário falou que iria trazer isso a público, foi embora e isso ficou só na promessa!! Então…. espero que esse estudo realmente exista, e que não tenhamos mais prejuízos igual em 2011, onde o responsável estava hospedado no hotel, nem aí pro mundo”, disse Hoberdan Bertotti

Segue a nota da SDC SC:

A Defesa Civil de Santa Catarina vem a publico esclarecer alguns detalhes sobre a operação das barragens de Ituporanga e Taió. 

O trabalho é realizado com base no Manual de Operação das Barragens que foi construído por especialistas e por um empresa especializada em hidrologia. De acordo com o Manual a abertura das barragens é prevista quando o rio, nas proximidades do município de Rio do Sul, esteja abaixo dos 4,75 metros, considerando ainda a chuva acumulada e prevista em 24 horas. 

Para a definição deste quadro, foram analisados inúmeros cenários e consideradas as melhores condições de escoamento da bacia. Assim, foi definido que abaixo dos 4,5 metros o rio está em carga plena, dentro do leito principal e possibilita o melhor escoamento. Acima dos 5,5 metros o rio começa atingir a calha secundária, várzeas e planícies de inundação e entra em outro regime que é muito mais lento, interagindo com a vegetação e prejudicando o escoamento. Enquanto está no leito principal o rio está fluindo em carga plena. 

A DCSC contempla as barragens como instrumentos de regulação de cheias, mas é necessário levar em conta também as planícies de inundação como reservatórios de água. Desta forma, se conseguimos manter o rio no leito principal estas áreas servem como zona de amortecimento, principalmente se os índices pluviométricos incidirem em regiões não influenciadas pela contenção das barragens. É muito importante termos a consciência que é necessário que as planícies de inundação estejam livres para amortecer uma eventual inundação. Caso contrário, com as varzeas já inundadas, os rios sobem rapidamente sem controle na bacia.

No caso de eventual vertimento, as barragens estão cumprindo o seu papel que é conter a água à montante. As barragens foram projetadas para verter e isso ocorre de forma gradual e controlada, possibilitando uma ação ordenada e planejada de preparação, com ativação de planos de contingências dos municípios, abertura de abrigos e retirada de pessoas das áreas de risco. 

Às 12h30min deste sábado (30), a DCSC concluiu a abertura de duas comportas da Barragem Oeste, em Taió e de três comportas na Barragem Sul, em Ituporanga. Hoje de tarde há risco de temporais na região do Alto Vale. A DCSC orienta acompanhar as atualizações dos avisos e alertas emitidos.

A DCSC permanece à disposição para esclarecer qualquer dúvida. Defesa Civil somos todos nós.

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